I have nothing to do. I have nothing to say (J. Thunders/Born to lose)
Quinta-feira, Outubro 04, 2007
Então, já voltei em outro lugar. Meu novo blog é
www.depoisdeser.blogspot.com
postado por: Carol 10:49 PM
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Sexta-feira, Setembro 21, 2007
Então. Dei um tempo desse blog. Pode ser que ele volte. Ou que eu volte em outro lugar.
postado por: Carol 4:16 PM
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Segunda-feira, Maio 21, 2007
Na loja, o garoto encantado com "novidades punks" de 30 anos atrás pega um disco de vinil na mão e pergunta:
_Escuta, mas isso aqui toca mesmo dos dois lados?
postado por: Carol 3:47 PM
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Quinta-feira, Maio 17, 2007
Sabe quando você se depara, no orkut, com o perfil do cara que te infernizou durante o primário inteiro só porque você usava óculos, e descobre que a figura, além de cometer erros básicos de português, passa o tempo preocupado com pagode, lutas na televisão e futebol? Então. Esse tipo de satisfação realmente não tem preço!
postado por: Carol 11:21 AM
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Quarta-feira, Maio 02, 2007
Daí que eu saio de casa na segunda-feira de manhã para ver preço de cômoda, carrinho, bebê-conforto e outras coisinhas de bebê e volto com um micro novo, a ser entregue no dia 15 de maio. Tá, foi presente de aniversário e a gente precisava urgentemente liberar o computador de casa para a loja. Mas, fala sério, a mãe de família aqui podia ser um pouco mais convicta sobre as necessidades básicas da casa, né?
Carol (a que age por impulso e depois fica remoendo a culpa)
postado por: Carol 10:13 AM
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Domingo, Abril 22, 2007
Eu adoro ficar grávida. Sério. Minha pele melhora, meu cabelo fortalece, minhas unhas ficam menos quebradiças e eu deixo de me sentir constrangida quando tenho pitis e reações de emoção dramáticas e exarcebadas a respeito de, sei lá, notícias banais publicadas nos jornais. Se existisse uma pílula capaz de manter as vantagens experimentadas pelo meu eu-grávida, com certeza teria minha adesão. Só tem uma coisa na gravidez que me irrita: a mania que as pessoas desconhecidas têm de ficar alisando a barriga alheia. Encouraçada assumida, confesso que não suporto mãos pouco íntimas me tocando sem permissão. Portanto, aos desavisados eu aviso: não alisem minha barriga, porque ela não é o bebê. Ele está lá dentro. Outras mães de plantão: vocês se incomodavam/se incomodam com esse hábito?
postado por: Carol 4:17 PM
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Terça-feira, Abril 03, 2007
Aí o pai das crianças vem me dizer que o dilema existencial dele é outro. Tipo, com duas filhas, a culpa SEMPRE vai ser dele quando houver erro na mira da privada na hora de fazer xixi. Num tô falando que o caso aqui é de internar?
postado por: Carol 9:39 AM
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Domingo, Março 18, 2007
O bebê é uma menina. Confirmado o sexo pelo ultrassom, devo confessar: fiquei bem feliz com a descoberta que, aliás, satisfez minha preferência íntima e até então inconfessável por duas filhas ao invés de um casal. Passada a empolgação inicial, porém, meu eu-grávida só consegue pensar numa coisa: daqui uns tempos, eu vou ter que levar duas meninas aos banheiros públicos enquanto o pai fica lá fora, sem ninguém para cuidar, apenas porque a maioria dos locais não tem banheiro infantil separado do feminino. O mesmo vale para o banho no clube e outras coisinhas que envolvem limpar e trocar. Tá, eu sei que os hormônios continuam dominado o cérebro e o pai, justiça seja feita, não foge das obrigações chatinhas referentes a filhos pequenos. A culpa é da falta de banheiros, mesmo (ou talvez das péssimas condições dos banheiros masculinos). O que me deixa mais intrigada, na verdade, é outra coisa: por que ao invés de me preocupar com enxoval, mais um móvel para guardar roupinhas e outras providências necessárias e ainda não programadas, eu fico pensando apenas nisso? Alguém me explica?
postado por: Carol 11:32 PM
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Sexta-feira de manhã, combinando um cinema para a noite, eu e Cibié conversávamos sobre a melhor maneira de convencer a pequena a dormir na vovó sem grandes dramas. Eu sugiro o esquema de trocar a dormida por uma passagem pelo drive-thru de algum lugar que vende lanche com brinde, depois da escola. Aí o Cibié, que tinha vendido um CD do Cólera no dia anterior, comenta: "'chantagem ocasional tramada', né?" E eu, me matando de rir: "é isso mesmo, X.O.T, X.O.T, chantagem ocasional tramada!"
....
Depois disso, o refrão da música foi incorporado às conversinhas domésticas de todo dia. Cólera, quem diria, também serve para expressar algumas ações tão inerentes à maternidade/paternidade...
postado por: Carol 11:00 PM
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Sexta-feira, Março 09, 2007
Aí, depois de detonar o Oriente Médio por causa do petróleo, Bush e companhia voltam os olhinhos para o nosso etanol. Fora isso, ainda tem a nossa imensa reserva de água. Sou só eu que estou começando a ficar com muuuuuito medo?
postado por: Carol 11:25 AM
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Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007
O feriadão prolongado em casa, mais um dia de bônus por causa de uma gripe forte que me impediu de retornar ao trabalho na quarta-feira de cinzas, me fazem reconhecer que não seria nada mal se eu fosse apenas uma dona-de-casa...
postado por: Carol 9:41 AM
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Sábado, Fevereiro 17, 2007
É mesmo uma maravilha morar pertinho de um fundo de vale! A natureza exuberante manda aranhas, piolhos de cobra e até pererecas para dentro de casa. Uma beleza! Dia desses, para coroar nossa adaptação, um rato do mato entrou no quintal. Cibié, acostumado à vida no apartamento, agora recolhe os anfíbios e ainda teve que enfrentar o nojento roedor (enquanto eu só berrava do lado de dentro da casa). E minha mãe, ao saber de tais notícias: "coitado, acho que ele preferia estar grávido...."
postado por: Carol 11:11 AM
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Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007
Primeiro, você descobre que a nova professora da sua filha usa piercing. Depois, fica sabendo que o filho mais novo da dona da escola (aquele, que de vez em quando recebia as crianças na portaria no período da manhã) é o novo guitarrista da banda da sua amiga que você adora. E, por causa de motivos aparentemente fúteis, começa a simpatizar ainda mais com a singela instituição de ensino. Realmente, valores e conceitos sobre o que é bom ou ruim são muito pessoais, mesmo, não é?
postado por: Carol 11:09 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
Aí, para coroar de vez minha vida no subúrbio, adotei um cachorro abandonado. Eu poderia ter pego no SOS Animal, mas não, peguei um cachorro da rua e trouxe para casa. Na verdade, um colega pegou e acabou me trazendo o bichinho, mas a história é longa, não vale a pena contar. O que vale é que, agora, além das plantas da Dona Maria, ainda tenho que cuidar do Nego, um cocker totalmente traumatizado com a vida na rua que morre de medo de tudo, até mesmo de insetos. Já gastei mais de R$ 100 com veterinário, remédio, ração, coleira e mimos desnecesários. Mas tudo bem. Pelo menos o cão está perdendo o jeito de prisioneiro em campo de concentração nazista. O único problema é que, por causa dele, perdi o respeito da Dona Cida, a vizinha evangélica que me acha comunicativa. Tudo porque, no sábado, ele fugiu e me obrigou a correr dois quarteirões de shortinho tipo de sair da piscina e uma baby look com estampa de diabinho estilizado que a
Dani K me deu de amigo secreto há alguns anos (nossa, adorei escrever esse "há alguns anos". A propósito, eu amo essa baby look). Como minha barriga está começando a crescer, aparecia sob a camiseta e sobre o short. Para completar, tive que carregar o canino por todo o trajeto de volta, o que fez a roupa entortar e começar a cair, numa cena grotesca. É claro que encontrei Dona Cida na esquina e tive que parar para explicar o ocorrido. E ela não parava de olhar para o meu visual decadente, piorado pela caminhada com nove quilos no colo. Pois é. Estava bom, mas acabou. Novamente, uma vizinha vai fazer julgamentos de valor sobre o nosso jeito. Vou deixar de ser comunicativa para me tornar esquisita. Hoje, quando cheguei do trampo, ela já veio me perguntar se "a gente ia mesmo ficar com o cachorro, pois ele uiva muito quando não estamos em casa". Eu disse que é só até ele se acostumar com a casa, precisa ter paciência. Mas ela não fez cara de que vai ter...
postado por: Carol 11:29 PM
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Todo mundo sempre diz que sou calada e introvertida como meu pai. Até concordo. Afinal, na família, mãe e mano sempre falaram mais alto, mesmo. E aqui em casa Cibié e Ceci dominam a cena. Aí, meu pai veio me visitar e conheceu Dona Cida, minha vizinha evangélica. No outro dia ela comentou que achou meu pai muito comunicativo, assim como eu. Gostei. Afinal, essa característica nunca fez parte da lista de adjetivos que costumam me classificar. Depois fiquei pensando: se eu sou comunicativa, qual será o parâmetro dela para pessoas realmente fechadas? Algo como ostras autistas?
postado por: Carol 11:08 PM
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