I have nothing to do. I have nothing to say (J. Thunders/Born to lose)
Terça-feira, Setembro 30, 2003
Amigos, acabei de passar por um momento post descontrol. Tem um monte de baboseiras fragmentadas escritas aí pra baixo....
postado por: Carol 11:12 PM
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E prestem atenção para essa informação super interessante que eu recebi no encontro citado abaixo. Vocês sabiam que a Cher (aquela cantora, atriz e celebridade americana) tirou pele do cu pra enxertar na boca? Dado de alta relevância, com toda a certeza.
postado por: Carol 11:10 PM
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Eu nem ia. Mas aí o Cibié (que não faz e muito menos LÊ blogs) confirmou nossa presença e até arrumou um esquema de babá. "É porque você gosta disso", justificou. Sem desculpas para minha ausência, resolvi encarar. E fui ao encontro de blogueiros e fotologueiros de Londrina. Maíra, pode preparar meu certificado: EU SOU NERD!!!! Admito com todas as letras. Não tem outra explicação. Mas quem navega pela internet e nunca foi, que atire a primeira pedra!
postado por: Carol 11:07 PM
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Segunda-feira, Setembro 29, 2003
Hoje é o aniversário do Cibié. Pra comemorar em grande estilo, fomos os três, ontem, no Domingo no Parque promovido pela prefeitura. Teve números de circo, oficinas, dança, rap e show do
Cherry Bomb (motivo principal do nosso passeio). Foi um domingo de estréias. A Ceci inaugurou no Lago Igapó, viu seu primeiro show de rock (beem de longe, com algodão no ouvido), conheceu o Ian (filho do Marcelo, do Búfalos D'Agua) e quase comeu pipoca. A coisa tava super civilizada até o Valquir aparecer. Muito animado, ele deu a brilhante idéia de continuarmos a comemoração em outro local. Como ainda estava bem cedo, resolvemos ir prum buteco super familiar: o Potiguá. Aí descobri uma verdade incontestável. Bar, pais alegres e criança pequena são incompatíveis. A guria quase pôs a gente louco. Subiu na mesa de sinuca, mexeu no cachorro do Daniel (filho do dono do local), conversou com TODOS os peixes desenhados na parede, derramou suco por tudo. E, londrinenses do underground, surpreendam-se: adorou o Creator!!!! Eu não aguentava mais. Por isso, entreguei a criança ao pai. Surpreendentemente, ela ficou quietinha no carrinho. E eu, que não sou boba nem nada, continuei longe. De repente, chega o Cibié, todo animado com a sua proeza. "Tá vendo? Comigo ela sossegou." Concordei com ele, que contou o preço da calmaria: "Ela tá brincando com a sua carteira. E daqui a pouco vai quebrar seu cartão de crédito. Rarara."
postado por: Carol 5:55 PM
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Sexta-feira, Setembro 26, 2003
Quem sai aos seus não degenera. A Ceci, agora, deu pra pegar a chave do carro, olhar pra gente e dizer: "pshia (passear)". Outras vezes, vai até a porta, aponta a fachadura e dispara o fatídico pedido. O mais engraçado é quando pendura uma bolsa, sacola de mercado ou qualquer coisa com alça no ombro e fala: "tchau papai!". Com uma entonação bem solene. Esses dias, "pshiando" numa loja de departamentos, ela queria carregar todas as "bolshas (bolsas)" do estabelecimento. O Cibié olhava pra ela e dizia: "Ceci, pára". E ela: "não". Ele: "Ceci, vem aqui". E a pestinha: "não". O pai de novo: "Cecília, não pode". E a filha: "pode". De repente, o Cibié olhou pra Ceci e falou, super sério: "Obedeça." Ela, super compenetrada no seu serviço de bagunçar bolsas, caiu na gargalhada. Desanimado, ele vira pra mim e diz: "Essa menina tá tão mandona em si mesma, né?"
postado por: Carol 9:18 PM
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Segunda-feira, Setembro 22, 2003
Atendendo a pedidos, lição de punk rock para principiantes em poucos sites. Para conhecer a história da minha ídala Debbie, o endereço é
aqui. ^ Neste outro
site, tem um pouco de tudo sobre punk rock inglês. Nos Estados Unidos, o bicho pegava neste
buteco, na década de 70. Tem também meu ídolo Johnny
Thunders.
Literatura básica em português: O que é punk, do Antônio Bivar (é da coleção Primeiros Passos). E, claro, Mate-me Por Favor (L&PM).
postado por: Carol 7:48 PM
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Domingo, Setembro 21, 2003
Eu podia contar sobre o show. Descrever a nova geração de punks que frequenta o Potiguá. Até mesmo comentar que a moda, agora, é usar roupa de cheerleader. Mais uma vez, entretanto, vou abdicar das peripécias da minha noitada pra falar sobre o banheiro do tal do Ibiza. Limpinho, com espelho bem grande, papel higiênico e toalha de papel para enxugar a mão. Ok no quesito conforto, que não me deixou tão impressionada quanto o que encontrei do lado de fora. Sabe aquela plaquinha em cima da porta onde está escrito "ela" para identificar o gênero dos frequentadores da privada? Então. No banheiro do Ibiza, não tinha qualquer plaquinha. Tinha a foto da Debbie Harry, do Blondie. Sim, a Debbie, aquela com a qual eu quero parecer quando crescer (quanta pretensão). Um pouco grogue e, de novo, dando uma importância danada pra essas coisas, fiquei super emocionada. Teve uma hora que eu e o Cibié enjoamos da festa. E começamos a pensar em ir embora. Ficamos naquele "vamos ou não vamos" por meia hora. Depois da lenga-lenga, nào tive dúvidas. Virei pra ele e disse: "Você é indeciso, mesmo. Vou ali no banheiro me aconselhar com a Debbie e volto já". E fui.
(A propósito, aquela foto em xerox tem a maior cara de coisa do Rodrigo.)
postado por: Carol 3:00 PM
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Sexta-feira, Setembro 19, 2003
Oba, mais notícia boa!!! Meus pais estão vindo pra Londrina amanhã. Vou poder sair pra noite, ver show do
Cherry Bomb e tomar cerveja. Além disso, andei olhando algumas vitrines e constatei que Nossa Senhora do Glamour ouviu minhas preces. Finalmente, acabou a moda das calças muito baixas e de boca larga!
postado por: Carol 5:57 PM
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Eu sou mesmo muito relapsa. Contei no livro de visitas de todo mundo e soneguei informações no meu próprio blog. Pra quem não sabe, é o seguinte: se tudo deu certo, o Cibié é o mais novo proprietário da Garageland CDs (loja de Cds de rock). Pela primeira vez na vida, ele vai ter oportunidade de fazer o que realmente gosta. Graças ao desemprego de semanas atrás!!!
E não é só isso. Especialmente pro Gui, que adora ler sobre as peripécias da Ceci, tenho que dizer que ela perdeu o medo de andar. Está toda saidinha, transitando pelos cômodos da casa. Minha coluna agradeceu muito.
postado por: Carol 5:53 PM
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Quinta-feira, Setembro 18, 2003
O papo sobre introdução de novos alimentos, que rolou
aqui, me lembrou da primeira vez que a Ceci tomou suquinho de laranja lima. Foi num domingo, ela devia ter uns quatro meses. O
Rodrigo , que tinha ido almoçar em casa, ficou responsável por definir a trilha sonora para tão importante acontecimento. Eu preparei o suco. E ofereci pra ela, que tomou só um pouquinho e não quis mais. Fiquei meio decepcionada, afinal, pensava que a criança ia tomar um copo inteiro logo na primeira vez (santa ignorância). Mas como o Rodrigo escolheu "Who loves de sun", do Velvet Underground, eu chorei copiosamente ao assistir minha filha descobrindo novas sensações. Mãe é tudo besta, mesmo...
postado por: Carol 12:01 PM
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Terça-feira, Setembro 16, 2003
A idéia era cortar despesas. Por isso, cancelei a TV por assinatura. O resultado é que, depois de um tempo, estava viciada na novela das oito. Pior, me peguei calculando quanto dinheiro já tinha perdido por não ter me inscrito no Show do Milhão (eu sou ótima naquilo). Cheguei a assistir um especial com a Jovem Guarda no Ratinho (argh). Liguei pro meu pai só pra comentar o final do Big Brother. E descobri que a Galisteu estava na Record. Eu, que achava que não ligava pra televisão. Há alguns dias, pra sorte da minha sanidade mental, a moça da Net ligou oferecendo uma promoção irrecusável. Que eu, é claro, não recusei. Agora estou feliz. Posso assistir aos Simpsons. Friends. That 70's Show. Sex and the City. Desenho a qualquer hora da madrugada. Jornada das Estrelas (inclusive o Nova Geração). Documentários interessantes. E entrevistas com gente bacana e linda como o Johnny Depp. Só teve uma coisa que me aborreceu. Lembrei da existëncia do programa Saia Justa, que traz a tiracolo a Fernanda Young fazendo pose de moderna enquanto fala um monte de barabaridades. Preciso decorar o horário para pular de canal. Tudo o que eu não preciso, nessa altura da vida, é de ouvir gente besta pensando que diz coisas inteligentes.
postado por: Carol 7:32 PM
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Domingo, Setembro 14, 2003
Eu nem tava animada. Mas ganhei ingressos de cortesia e resolvi levar a Ceci ao circo. Fazia uns quinze anos que eu não ia ao circo. Pra minha surpresa, o espetáculo foi igual aos que vi na infância. E as minhas impressões também. Eu ri um pouco dos palhaços bobos que fizeram coisas bestas como colocar fogo na bunda. Senti pena dos animais. E muito frio na barriga na hora do show dos malabaristas, trapezistas e contorcionistas. Só teve uma coisa diferente. O final. Depois de duas horas concentrada em todas as atrações, minha menininha aplaudiu que nem gente grande. E gritou "mai, mai, mai!". Ela queria mais. Nesse momento, duas lagriminhas escaparam dos meus olhos...
postado por: Carol 10:49 PM
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Quinta-feira, Setembro 11, 2003
Em ritmo de punk rock:
"Tem dias que eu acordo e o azar tá do meu lado
Nesses dias preferia nem ter acordado
Numa briga de vizinhos uma pedra acerta em mim
E depois ainda falam que eu fui o estopim
(Refrão)
Isso me dá uma agonia
Isso me dá taquicardia
Vou acabar com todo mundo
Em menos de um dia
O grande hit das Grogues, Cegas e Violentas! (minha saudosa banda), escrita pela genial Cynthia (minha saudosa amiga), decreve com exatidão o meu dia de trabalho. Se alguém pedir, eu posto o resto da letra .... E aproveitando o embalo das letras geniais da Cynthia, essa próxima descreve como NÃO será o meu final de semana. Ainda em ritmo de punk rock:
"Semana inteira me ralo no trabalho
Mas é legal se vem o sábado
A noite bate como quem não quer nada
Hoje vai ser de madrugada
(refrão)
Tudo, tudo o que eu quero é me divertir
E depois quero beber, pogar até cair "
E por aí vai.... Ai, que saudades da Cynthia, viu?
postado por: Carol 7:30 PM
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Terça-feira, Setembro 09, 2003
Minha mãe foi ao shopping com a Cecília e voltou com um boneco teletubbies. Que custou 40 paus. Não acreditei que ela tivesse coragem de pagar quarentão por um boneco de tecido cheio de polietileno que não mede mais de 30 cm. Pra mim, aquela "Po" deveria ter, no mínimo, meio metro pra valer seu preço. E dizer coisas como "ooooiiiii" ou "é hora de dar tchau". Mas não, a Po não faz nada disso. O duro é que a Cecília, agora, anda com o teletubbie pra cima e pra baixo. Sempre carregado pela antena. Pensando bem, sorte das crianças que tem avós, né?
postado por: Carol 11:10 AM
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Quinta-feira, Setembro 04, 2003
O duro de encher a cara numa festa cheia de colegas de trabalho - ou pessoas que você eventualmente encontra enquanto está trabalhando - é que a ressaca moral não acaba nunca. Passados dez, quinze dias do vexame, ainda aparecem engraçadinhos inconvenientes comentando "que você tava mal no sábado, hein?". O pior não é armar o sorrisinho amarelo e responder:'"pois é, né". É olhar pra pessoa e sequer lembrar que ela estava na famigerada festa. Aí, você rememora suas opiniões pessoais sobre a figura em questão. E passa o resto do dia se remoendo porque não lembra que tipo de merda falou no auge da euforia alcoólica.
postado por: Carol 7:57 PM
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Quarta-feira, Setembro 03, 2003
Eu não aguentava mais ouvir a dona Futilidade falando mal da senhora Inutilidade. Quando estacionava o carro na garagem e via uma das duas nos arredores, atrasava o passo só pra não ter que entrar com elas no elevador. Também não abria a porta pra sair se escutava movimentos ameaçadores no corredor. Hoje, depois de ouvir a Futilidade falando mal do meu estilo de vida pra minha própria babá, resolvi chutar o pau da barraca e assumir minha verdadeira face anti-social. Não cumprimento mais ninguém. E proibi a moça de se relacionar com o pessoal do andar. Se não fosse o tédio, eu jamais teria conhecido qualquer vizinho quando fiquei quatro meses em casa, de licença-maternidade.
postado por: Carol 5:32 PM
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Terça-feira, Setembro 02, 2003
Quando a Cecília nasceu, ganhou o livro "Ou isto ou aquilo", da Cecília Meireles. Quem trouxe foi uma amiga que anda sumida. Ela escreveu a seguinte dedicatória:
"Cecília
no futuro, caso queira
pode um dia ser enfermeira.
Cecília
assim como todo menina
pode querer ser bailarina.
Cecília
fazendo arte como aprendiz
pode um dia se tornar atriz.
Cecília
nem precisa ser tão alta
se desejar ser astronauta.
Cecília
com a vida a perder de vista
pode um dia ser jornalista
Cecília
levará a sério a ética
se um dia resolver ser médica
Cecília
distribuirá justiça a quem precisa
se um dia se formar juíza
Cecília
terá uma carreira promissora
se quiser ser professora
Cecília
se achar a rotina insossa
pode inventar de ser aeromoça
Cecília
não importa qual será sua meta
guarde um espaço para ser poeta."
Isso é coisa que se escreva pra filha de uma mãe que acabou de parir????
postado por: Carol 11:29 AM
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Segunda-feira, Setembro 01, 2003
Minha mão anda com um cheiro constante de pomada pra assadura. Eu lavo, passo creme, até mexo com alho e cebola, mas o odor continua lá, inconfundível. É mais forte na ponta do indicador da minha mão esquerda. Aí, toda vez que eu arrumo os óculos, mexo no nariz ou no cabelo, lembro que tem uma menininha fofa me esperando em casa. E que ainda serão muitos meses de bunda de nenê pra limpar...
postado por: Carol 6:17 PM
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