life is life

I have nothing to do. I have nothing to say (J. Thunders/Born to lose)



Terça-feira, Abril 27, 2004

Ontem foi aniversário da Janaína . Puta festa divertida. Ela distribuiu um convite lindo avisando aos convidados que eles deveriam se fantasiar de alguém de quem fosse fãs. Tinha de tudo. Mas a melhor fantasia foi a da anfitriã, que se vestiu de fã. Fã de todo mundo, sacou? É uma fofa, mesmo. Em tempo, eu tentei improvisar, de última hora, uma fantasia de Debbie Harry. Não deu certo. Aí me vesti de mim mesma há cinco anos atrás, com meu melhor visual "grogue, cego e violento". Afinal, sou super fã de mim nessa época! Deu até saudade...

postado por: Carol 2:55 PM



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Domingo, Abril 25, 2004

Essa semana estreei na cobertura de lançamentos de carros. Ultra-mega-jabá com direito a hospedagem em hotel chique, jantar sofisticado, coquetéis, bebidas, etc. Eu quis ir porque tinha que testar minha capacidade de deixar a Ceci com o pai e viajar sozinha. Com filho pequeno, cada dia que passa é um novo avanço na retomada da independência. Fui, participei de toda a programação, conheci algumas pessoas e sobrevivi ao período longe de casa. Na volta, fiquei pensando na mecânica desses eventos. Eu, por exemplo, passei dois dias comendo e bebendo para dar uma volta de dez minutos num carro. Depois, fiz a matéria com base num livrinho técnico distribuído pela assessoria de imprensa. Que podia muito bem ter sido enviado pelo correio...

postado por: Carol 11:27 AM



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Sexta-feira, Abril 16, 2004

Quer saber como eu sou? Então entra aqui .

postado por: Carol 6:34 PM



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Quarta-feira, Abril 14, 2004

Eu hoje fiz uma matéria sobre inseminação artificial em bovinos. Aí fiquei pensando sobre a vida daqueles touros caríssimos vendidos nos leilões do canal rural. Como o sêmen deles é muito valioso, eles nunca trepam. Quando precisa, vem um peão, bate uma punheta no touro e tira o sêmen, que é vendido a preço de ouro para inseminar vacas campeãs que também nunca trepam. Não deve ser muito agradável essa vida de campeão, né? A única vantagem é que eles não correm o risco de virar churrasco...
Depois fiquei pensando no cara que bate a punheta... Profissão estranha essa, de masturbador de touros.

postado por: Carol 10:41 PM



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Quinta-feira, Abril 08, 2004

Ontem, no inferno das Lojas Americanas em véspera de véspera de feriado, caiu um ovo de páscoa gigante na cabeça da Ceci (tava quebrado, não machucou). Chuva de ovo de páscoa? Não sei se é sorte ou azar....

postado por: Carol 6:56 PM



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Quarta-feira, Abril 07, 2004

Finalmente acabou. No dia seguinte ao desfecho do BBB 4, porém, é impossível ignorar os comentários finais sobre a baixaria de maior sucesso da tv brasileira. Ouço de todos os lados que "a Cida mereceu ganhar porque tinha vontade de aprender com os outros. É burra, mas não é prepotente como a Solange."
Fiquei pensando sobre os motivos que obrigariam qualquer uma das duas a "aprender" com os outros. E não encontrei nenhum. Encontrei, sim, a afirmação da cultura equivocada de que apenas os mais ricos e mais letrados têm algo a ensinar. Cida e Solange, coitadas, são pobres e não têm condições de ensinar merda alguma. Assim como todos os outros pobres do mundo.
Alheia a todas as teorias que defendem a história oral, a história dos mais simples, a história da maioria, a Globo perpetua esse modelo vertical de transmissão de conhecimentos. E não poderia ser diferente, né?
........
Ah, já ia me esquecendo. A transformação da Daiane dos Santos em heroína nacional me deixou aida mais chateada. Já pensou o que vai acontecer com a cabeça dessa garota no dia em que ela perder uma competição?

postado por: Carol 2:03 PM



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Domingo, Abril 04, 2004

Consegui achar uma vantagem na minha ridícula intoxicação pelo remédio alheio. Ontem, em mais uma festinha do pessoal do trampo, só bebi refrigerante e água. Não é tão divertido como tomar cerveja. Mas evita a ressaca física, a ressaca moral e as "boas tardes" constrangidas na segunda-feira.

postado por: Carol 5:20 PM



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Sexta-feira, Abril 02, 2004

Eu sou alérgica à penicilina. A única vez que tomei a porcaria, quase tive um choque anafilático. Fiquei empipocada por mais de um mês justamente na época em que comecei meu primeiro trabalho como jornalista. Na minha carteira tem um cartão escrito "sou alérgica a penicilina". Sabe como é, eu posso sofrer um acidente e receber o veneno sem saber.
Enfim. A Cecília está com uma otite que vai e vem desde o início do ano. Depois de idas e vindas ao homeopata, ao pediatra alopata e até à benzedeira, decidi me render aos argumentos de todos e dar antibiótico pra ela. Quem resiste aos apelos de que "otite é muito perto da meninge"? Comprei o remédio, respirei fundo e comecei o tratamento (não foi beeeem assim, quase precisei da ajuda de um terapeuta para dar a primeira dose, tamanho é o meu pânico dessa substância).
Foi tudo bem no primeiro dia, no segundo... no terceiro dia a bichinha empacou e não queria mais tomar. "Num queio (quero), mamãe toma pimelo (primeiro)", ela berrava, enquanto fugia pelo meio das minhas pernas. Eu, me achando super esperta, resolvi fingir que tomava. Levei o copinho aos lábios, simulei que bebia, quando, GLUT! Ela me empurrou e derramei uma gota na minha língua. Foi o suficiente. No dia seguinte, amanheci inchada e empipocada. Impossibilitada de escrever, de digitar e de calçar sapatos. Fui ao doutor Serafim - o médio mais mal humorado da face da terra - e tive que agüentar ele olhando pra mim com aquela cara enquanto contava essa história. "Essas coisas não podem acontecer quando você é alérgica, blá, blá, blá." Quase pedi pra ele ir em casa dar a porcaria pra Cecília.
Só pode ser inferno astral. Primeiro, pego piolho. Agora, intoxicação por remédio que nem era pra eu tomar. Vou mudar o cartão da minha carteira. Vou escrever "sou alérgica à penicilina. E burra."!

postado por: Carol 12:16 PM



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