life is life

I have nothing to do. I have nothing to say (J. Thunders/Born to lose)



Quarta-feira, Maio 19, 2004

Aos 31 anos completos hoje, me sinto uma pessoa realizada. Eu não tenho um puta carro, uma puta casa, luxo e muitas riquezas. Mas também nunca sonhei com nada disso. Nunca mesmo. Nas minhas fantasias de adolescência, eu imaginava que, "nos anos 2000", teria uma vida muito divertida, que viveria aventuras, que estaria cercada de amigos e que lutaria contra uma vida estereotipada. Isso tudo eu já tenho ou já fiz. De brinde, ganhei uma filha e um marido espetaculares. Como não estar satisfeita?

postado por: Carol 1:51 PM



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Quarta-feira, Maio 12, 2004

_Mãe, cê vai de bota?
_Vou.
_Mãe, o papai tem bota?
_Tem.
_Manhê...
_Hmmmm....
_Pecisa compá uma bota pá mim, né?
_........

postado por: Carol 1:29 PM



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Sábado, Maio 08, 2004

Esse post é em minha homenagem. Afinal, fui eu que a carreguei por nove meses. Fui que troquei uma rotina desregrada por uma vida saudável em nome da saúde do bebê. Fui eu que fiquei enorme. Fui eu que pari e voltei a ficar pequena. Fui eu que enfrentei o turbilhão de emoções inerente às mudanças hormonais. Fui eu que me recuperei de uma cesárea enquanto aprendia a cuidar de um recém-nascido. Fui eu que amamentei. Fui eu que programei minha vida, por mais de uma ano, em função das mamadas. Fui eu que fiquei quatro meses grudada nela e depois tive que enfrentar a dor da volta ao trabalho. E tem mais. Sou eu que acordo sem ser chamada quando ela sente algum desconforto, está com febre ou simplesmente descoberta. Sou eu, na maioria das vezes, que decido o que ela vai comer ou vestir. Sou eu que consigo domá-la para escovar os dentes. Sou eu que sei inventar as melhores histórias. Sou eu que a levo ao playground todas as manhãs para brincar com o Gugu. E sou eu que me sinto culpada quando tenho compromissos e não posso levá-la. Aliás, independentemente da causa, sou eu que me sinto culpada. Tem mais. Tem muito mais. Mas estou no trabalho e não posso correr o risco de cair em prantos como uma louca descontrolada. Ao pai, aos avós, aos amigos e a todo mundo que colabora, quero pedir desculpas pela minha falta de modéstia. Vocês dividem, ajudam, facilitam nossa vida e são indispensáveis. Mas a mãe sou eu. Não tem jeito.

postado por: Carol 10:12 AM



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Terça-feira, Maio 04, 2004

Eu detesto transformar alqueires em hectares. Eu também detesto transformar aumentos absolutos em porcentagens. Eu faço isso todos os dias. Mesmo assim, nunca lembro de trazer uma calculadora pro trabalho. Eu sou masoquista.

postado por: Carol 6:52 PM



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Domingo, Maio 02, 2004

_Mãe, pega o meu colego?
_O quê?
_Meu colego, mãe. Pá mim bincá.
_Que é colego, filha?
_Esse aqui, ó (apontando a sacola de brinquedo Lego).

postado por: Carol 8:59 PM



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