life is life

I have nothing to do. I have nothing to say (J. Thunders/Born to lose)



Sexta-feira, Setembro 24, 2004

Vocês conhecem o blog da Julia? E o da Maíra?

postado por: Carol 11:28 AM



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Ando com saudades do tempo em que era uma pessoa blasé. Do tipo que sente tédio de coisas surpreendentes porque se acha MAIS surpreendente... Não é arrogância. É misterioso. É blasé. Alguém já se sentiu assim?
Na faculdade de Ciências Sociais, por exemplo. Eu sempre chegava atrasada às aulas. Eu sempre ouvia as explicações dos professores com uma expressão de "nada" no rosto. Eu raramente fazia perguntas. E eu sempre tirava notas muito boas.
Na festa de formatura, a professora de Política tomou umas cervejas e contou que eu e minhas duas amigas (tão blasé quanto) éramos assunto recorrente na sala dos professores. "Como é que essas meninas entram na sala com aquela cara de sabe tudo, anotam umas coisinhas, não dão qualquer tipo de feedback e depois entregam um puta trabalho? Dá até raiva!"
A professora falou que pensava isso de mim, acreditam? Na época eu não sabia. Mas plantar insegurança em professores doutores me garantiria, no mínimo, um título de phD em blasesismo.
Estudei Comunicação Social antes de Ciências Sociais. No final da primeira faculdade, entretanto, decidi fazer outro vestibular porque queria estudar em um curso com provas, trabalho e leituras pesadas. Enfim, um curso onde os alunos realmente estudassem. Tem coisa mais blasé que isto?
Jornalistas convictos podem até querer me convencer que a gente efetivamente estuda na faculdade de comunicação. Comigo, porém, não foi bem assim. Aos 17 anos, estava mais interessada em aprender sobre os bastidores da vida universitária. Coisa que fiz com muita eficiência. Posso até dizer que também sou phD em porralouquice. Mas essa é uma outra história.

postado por: Carol 11:24 AM



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