I have nothing to do. I have nothing to say (J. Thunders/Born to lose)
Segunda-feira, Outubro 25, 2004
Tá. Eu viajo pra caramba. Mas se alguém já viu um clip do Residents em que eles parodiam a KKK, me diga: aqueles carrinhos-robôs que aparecem no início não parecem um monte de Noo noos (o robozinho dos Teletubbies)? Eu sabia que tinha algo além dos simples Tinky Winky, Dipsy, Lala e Po. São os Residents!! Aliás, tô começando a achar que eles estão por trás de muita coisa que passa no Discovery Kids. Tipo, Cubolândia.... Se não são os caras, é alguém que, no mínimo, não voltou de uma viagem de ácido...
postado por: Carol 11:59 PM
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Quarta-feira, Outubro 20, 2004
No parquinho, as crianças maiores discutiam o segundo turno das eleições. "Eu 'voto' no fulano". "Eu também, porque o outro roubou e foi preso". E blá, blá, blá. Uma das babás pergunta pra Ceci se ela também vai votar no fulano. E a pequena, absolutamente convicta: "não, eu só voto no papai". Sabida, ela, né?
postado por: Carol 1:30 PM
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Sábado, Outubro 09, 2004
Voltar à editoria de Cidades tem também o lado trash do plantão policial. Não, amigos, não pensem que o aspecto escroto da coisa está nas ocorrências. O problema maior são os fantasmas que ando encontrando pelos corredores da 10a. SDP. Gente do tempo do início da faculdade, quando frequentava festas de um pessoal do curso de Direito. Tinha deletado certos acontecimentos da minha memória. Agora, relembrei os fatos ao me deparar com determinados jovens advogados e aprendizes de delegado que circulam pela delegacia. Credo. A sorte é que, pelos olhares desviados, o constrangimento é mútuo. Melhor assim.
postado por: Carol 11:16 AM
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Sexta-feira, Outubro 08, 2004
Nunca gostei muito de trabalhar na editoria de Cidades. Voltar prá lá, porém, serviu para colocarmeu umbigo no seu devido lugar. Diante da miséria, probleminhas classe média que dificultam minha vida parecem incrivelmente menores. Voltar a essa área está me tirando do estado de torpor onde confortavelmente me instalei.
Dar conta da própria vida é muito válido. Buscar crescimento interno através de condutas éticas também é bastante louvável. Nada contra comportamentos radicais que desafiam o status quo. Mas é que essas coisas começaram a ficar banais depois que relembrei a realidade da perifieria. Das famílias que não comem; dos extermínios de adolescentes; das crianças fora da escola (cujos pais jamais ouviram falar de construtivismo e coisas do gênero); dos internos do educandário;dos pequenos pacientes com câncer; dos travestis com aids; e de tanta gente que voltou a fazer parte do meu cotidiano.
Ainda não consegui me livrar da bola que insiste em ocupar meu estômago. Mas começo a sentir necessidade de agir. O processo é dolorido e, ao mesmo tempo, muito libertador.
postado por: Carol 10:41 AM
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Sexta-feira, Outubro 01, 2004
Eu já fui a adolescente sem noção que incomodava toda a vizinhança com música alta. Sabe a pentelha que repete a mesma faixa cem vezes? Era eu. Agora, tô tentando identificar no túnel do tempo quando foi que me transformei na vizinha chata que pede pra abaixar o som e implica com o bando de garotos amontoados no corredor. São os amigos da Vívian, minha adorável vizinha de 16 anos que boicota todos os soninhos da Ceci. E atrapalha todas as minhas tentativas de terminar esse maldito frila. O mais estranho é que o disco é o mesmo que eu adorava há 15 anos atrás. O primeiro do Legião Urbana. A única diferença é que eu ouvia em vinil. A Vívian, não. Ela ouve em CD. A tecnologia muda, mas a essência da coisa permanece, né?
postado por: Carol 9:50 AM
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