I have nothing to do. I have nothing to say (J. Thunders/Born to lose)
Quarta-feira, Maio 24, 2006
Tô pensando em criar a comunidade "Tenho medo da mulher da banca do correio" no Orkut. Já pensou? Com uma fotinho dela nos dias de pior humor? Quem freqüenta aquela banca por causa da máquina de cafezinho a 50 centavos sabe do que estou falando. Hoje mesmo, ela me mandou sair de perto das revistas com meu copinho porque eu podia derrubar café e estragar alguma coisa. Demais, né? E eu continuo a ir lá, vício é vício... Aliás, se tem uma coisa que adoro na minha vida de trabalhadora no centro da cidade é aquela máquina. Basta você ter os 50 cents para conseguir um café sem ter que falar com ninguém (muito menos com a mulher dona da banca). Por mim, todo o comércio no entorno (argh, eu odeio essa palavra) do jornal podia ser feito por máquinas. Tenho certeza que seríamos muito melhor tratados. Na lanchonete V.R., por exemplo, as atendentes só te atendem quando estão a fim. E hoje, na M.V., onde o pessoal é adventista do sétimo dia, fui comprar meu pão integral de todo dia e aproveitei para perguntar se tinha eucalipto. A dona (aquela sorridente, totalmente diferente da mulher da banca do correio, mas tão irritante quanto) me mandou procurar numa profusão de saquinhos de chá numa prateleira. Procurei, não achei e disse a ela. Com aquele sorrisinho pendurado, a talzinha me afirmou que o chá estava lá com certeza. Mas que ela andava muito ocupada e não podia procurar. Diante da minha cara de espanto, ainda teve coragem de encerrar nossa conversa me aconselhando a comprar o chá noutro dia, quando ela tivesse mais tempo. Não é incrível? Uma máquina jamais faria isso comigo...
postado por: Carol 10:21 PM
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Domingo, Maio 21, 2006
A mulher da banca do Correio - aquela corpulenta que diz um monte de coisas impublicáveis com um vozeirão de dar medo - está recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado contra as pombas que infestam Londrina. Aí ela justificou para uma colega minha:
Veja só, são 170 milhões* de pombas na cidade. Londrina está dominada por esses animais nojentos. As pombas são o PCC de Londrina!!!
Hahahahahaha!
* Na verdade são 170 mil, segundo contagem da Sema (siiim, eles contaram uma por uma). Mas a mulher, com toda aquela delicadeza, não podia deixar de exagerar, né?
postado por: Carol 2:33 PM
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Não pretendo assistir Código da Vinci enquanto for preciso esperar mais que cinco ou dez minutos na fila. Li o livro, não gostei do final e com certeza não vou me empolgar horrores com as peripécias de Tom Hanks na tela. Mas isso não vem ao caso. O que não consigo entender é que, passado o frisson do lançamento desse livro, a transformação em filme, o surgimento de vários documentários "desvendando o código da vinci" e outros oportunismos do gênero, como é que tem gente ainda disposta a discutir as teorias de Dan Brown como se o assunto fosse sério?
postado por: Carol 2:24 PM
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Sexta-feira, Maio 19, 2006
Aí a
Naty vem com essa:
Parabéns Caroooooooool!
Felicidades para a punk mothern da pink daughter (adorei tanto isso,
hehehehe).
Hahahahahahahaha! Adorei também, Naty!
* Para quem não sabe, minha adorada filha adooooora rosa, sonha em usar sapato de salto e
não se empolga com jogo de peteca.
postado por: Carol 9:46 PM
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Quarta-feira, Maio 17, 2006
Também adoro fazer aniversário. Desde que me tornei mãe, entretanto, meu "natalício" virou um nada. Nascida em 19 de maio e parida 29 anos depois, num dia 31 de maio, ganhei um dia de aniversário estrategicamente colocado entre o Dia das Mães e o nascimento da cria. Ou seja: não ganho mais presente, porque já me deram no Dia das Mães. E também não tenho grandes comemorações, pois nessa época já estão todos agitados por conta da festa da Ceci (mesmo que seja um singelo bolinho na escola). Esses dias, comentando com minha mãe sobre como o mês de maio tinha se tornado financeiramente oneroso, ela me "consolou" dizendo que o carro-chefe das comemorações era no dia 31. "Dá para jogar as despesas para o mês de junho". Minha própria mãe me deixando para segundo plano. Pode?
postado por: Carol 9:18 AM
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Sábado, Maio 06, 2006
Eu adoro coturnos, tênis, sapatos tipo "boneca" e sandálias baixas. Não gosto de (e nunca uso ) scarpins, botas bicudas, saltos finos ou qualquer coisa que tenha tons pastéis com brilho. Mais: há anos matenho um estilo "alternativo" de me vestir e adequo minhas roupas e calçados às diversas necessidades do meu cotidiano - desde trampo até eventos sociais chiques. Posto isso, revelo que, há mais de um ano, comprei numa liquidação um sapatinho discreto, meio retrô, de bico redondo e saltinho. Adorei minha aquisição, mas não consigo usá-la no dia-a-dia. Esclareço que jamais calcei meu singelo calçado com vestidos esvoaçantes, roupas de brilho ou quaisquer dessas vestimentas bordadas que pipocam nas vitrines das lojas. No máximo, combino-o com calças jeans retas ou minha adorada e velha saia xadrez. Nada muito diferente, extraordinário ou extravagante. Nada, portanto, que justifique as diversas exclamações de "nossa! está chique hoje, hein? De saaaalto....." ouvidas pelos corredores do prédio, do trampo e até da escola da Ceci. Não é uma plataforma, não é um Luiz XV, não é nada! É um simples sapatinho de bico redondo e salto de dois centímetros. Como muitos vistos por aí, inclusive nas lojas mais populares do gênero. Minha mãe usa, minhas colegas usam, todo mundo usa e niguém fala nada. Só eu não posso usar?
postado por: Carol 1:25 PM
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Segunda-feira, Maio 01, 2006
Dizem que a vida no interior estímula o contato com a natureza. Mentira! Viajante regular dos 160 km que separam Londrina e Prudente, posso garantir que o campo, amigos, de natural não tem nada. Por mais de 100 km, o que se vê pelo caminho, durante o ano inteiro, é uma sucessão de monoculturas. Primeiro a soja, depois o milho (na safrinha, fora de época) e por fim o trigo no inverno. Em lavouras a perder de vista. Verdadeiro mar de "pés de planta" iguaizinhos, que somem no horizonte.
Com esse modelo de agricultura, não há solo que resista. Aí, dá-lhe adubo químico para equilibrar os nutrientes e garantir a produção. E dá-lhe veneno para matar pragas cujos inimigos naturais sumiram pela falta de matas próximas. E mais veneno para controlar doenças que só aparecem porque a situação é propícia. No estado de São Paulo, a paisagem muda, mas a tragédia continua. No lugar de lavouras, estão os pastos. E alguns canaviais.
No meio do caminho tem um rio, o Paranapanema, chamado carinhosamente de "Panema" pelo pessoal que mora perto. Anos atrás, represaram o rio para fazer uma hidrelétrica. Matas ciliares - aquelas faixas de vegetação tão importantes para evitar o assoreamento e impedir que o veneno e o adubo das lavouras cheguem às águas - não há. E o pouquinho que tinha foi derrubado para dar espaço aos loteamentos de chácaras de luxo. Algumas casas começam a despontar nos tais condomínios, à beira do rio. Árvores, ninguém planta. Não dá status. Agora, cruzar a represa de lancha todos fazem, é diversão certa nas tardes de domingo.
Natureza onde? Natural para quem? Essa paisagem, eu dispenso.
postado por: Carol 8:18 PM
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