I have nothing to do. I have nothing to say (J. Thunders/Born to lose)
Domingo, Julho 23, 2006
E falando em assuntos
motherns, a dica para quem vai levar a cria em show de rock liberado para menores é por um algodãozinho básico no ouvido do pequeno (a). Protege sem atrapalhar a diversão!
postado por: Carol 9:27 PM
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Agora, a cena mais
mothern de todo o show foi quando saquei uma banana da minha enorme bolsa de oncinha para Ceci comer na hora da fome. Lanchinho saudável até na hora do rock'n'roll rules, é claro!
postado por: Carol 8:36 PM
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Well, eu sou do tempo em que havia um espaço reservado para o pogo feminino em shows de hardcore (old school, que fique bem claro). Mas, pogo infantil, juro que não achava que viveria para ver. Aí, a gente vai ver a "banda da Cynthia" (que chama Vertix) no dia do rock no Festival de Música, e tem um monte de criança pogando na frente do palco. Criança MESMO, tanto que Ceci até entrou no meio. E, antes do show, teve um monte de pais que vieram trazer os filhos de carro para tocar. Tipo, pararam o carro e descarregaram os instrumentos. O Cibié achou tudo muito estranho. E eu, que ainda uso coturnos e acessórios de oncinha:
_ Nossa, ainda bem que a gente trouxe a Ceci, para não ficar TÃO fora do contexto, né?
postado por: Carol 8:32 PM
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Segunda-feira, Julho 10, 2006
Prólogo:
Essa história começou na viagem a Faxinal. Entre trilhas, cachoeiras e a exuberante natureza, Ceci e a prima de seis anos armaram o maior brigueiro para "tirar fotos dos adultos". O que significava, claro, manipular sozinha a câmera fotográfica. Para acabar com a discussão, mamãe e papai posaram para duas fotos, uma de cada menina. Em casa, quando baixamos as imagens, observamos que nossa linda foto de casal foi tirada no meio de um monte de bosta de vaca. Aí se seguiu o seguinte diálogo:
_Nossa, Cá... A gente tava no meio de um monte de merda.
_Pois é. Um jardim de merda.
_Uma foto romântica no meio da merda, hahahahaha.
_Tive uma idéia! Já que não temos nem uma foto do nosso casamento em porta-retratos, vamos colocar essa, no meio da merda.
_Nossa, bem punk, hahahahaha! Imagina a cara das pessoas quando virem que nossa única foto romântica exposta em casa foi tirada no meio de um monte de bosta de vaca!
_Ué, Cibi, aí a gente faz uma cara de tonto e explica que nosso amor é TÃO forte que floresce até no meio de um jardim de merda. É poesia pura, hahahahahaha!
Sério, achei que o Cibié fosse ter um treco de tanto rir. A foto não foi para o porta-retratos, mas está MUITO boa. Boa mesmo.
postado por: Carol 9:59 AM
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Sábado, Julho 08, 2006
A Cris, mãe da minha amiga Rita, foi a primeira
Mothern que conheci. Nosso encontro ocorreu muito antes de eu ter filhos, antes mesmo de eu começar a pensar em ficar grávida. Naquela época, apesar de ainda não possuir senso de maternidade, percebi de cara que a Cris, no mínimo, era uma mãe bacana. A começar pelo jeito que ela nos recebeu - três garotas de uma banda de punk rock e amigas dos caras da banda do namorado da filha dela - em sua casa em São Paulo. Sem querer ser muito amiga, ela monitorava de longe nosso entra-e-sai e nos esperava com comidinhas saudáveis e deliciosas. Se os leitores conhecessem a Rita, eu nem ia precisar explicar tudo isso. Do alto de seus vinte e poucos anos, ela acumula uma maturidade admirável, além de muitas outras qualidades. O que reforça os méritos da Cris. Enfim, como esse post não é exclusivamente sobre a Rita ou a mãe dela, vou parar de enumerar motivos para justificar minha admiração. O fato é que, ano passado, quando levei Cecília pela primeira vez a São Paulo, nos hospedamos na casa da Rita e, claro, fomos visitar a Cris. Depois de observar o jeito da menina, ela deu o experiente veredicto: "Que bom! A Ceci é super vira-lata". Eu adorei a definição e o atestado. Porque criança vira-lata é bem mais fácil de criar. Elas são descoladas, experimentam novidades, comem o que tiver à mesa, dormem em qualquer cama ou sofá, interagem com as pessoas numa boa e aceitam mudanças com mais facilidade. Além disso, são excelentes companheiras de viagem, não estranham (ou estranham pouco) novos ambientes, podem ser levadas a restaurantes e outros programas sem necessidade de lanchinhos especiais e se viram quando o programado sai dos eixos. Eu sou super adepta do estabelecimento de rotinas para as crianças e de muitas outras lenga-lengas consagradas nos manuais de pediatria. A prova disso é que minha filha dorme a noite inteira desde os três ou quatro meses e é uma comedora compulsiva de frutas e vegetais. Mas acho, também, que os pequenos devem se adaptar desde cedo ao ritmo da família. Ceci, por exemplo, já viajou sozinha para a casa da vovó, já foi duas vezes para a praia (e nós moramos a oito horas da cidade litorânea mais próxima), visitou o Canyon Guartelá ainda bebê e, dia desses, se hospedou conosco num chalé super rústico no meio de uma montanha. Fora as viagens para São Paulo ou Curitiba, onde ela se acomoda super bem nas repúblicas de nossos amigos. Filha de pais que não abriram mão de cinema, shows e outros eventuais programas noturnos, também aprendeu rápido a dormir na casa da outra vovó e a usufruir das regalias de estar lá quando os pais querem sair. Taurina, super protetora e com uma certa tendência a querer controlar tudo, eu achava que não seria capaz de desgrudar da cria quando ela nascesse. Ceci, apesar de muito meiga e apegada aos pais, me ajudou a superar essa dificuldade com sua personalidade de cachorrinho sem raça. Por isso, se eu tiver outro filho, quero que venha do mesmo jeito: sem qualquer pedigree, absolutamente vira-lata.
postado por: Carol 7:43 PM
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