life is life

I have nothing to do. I have nothing to say (J. Thunders/Born to lose)



Terça-feira, Agosto 29, 2006

Aí meu irmão comentava com a família que aquela graaaande rede de fast food repassava menos do que devia para as crianças com câncer, durante a campanha do Dia Feliz (aquela, de um dia, quando todos devem comer o big sanduíche). Minha vó, beirando os 90 anos, só escutava. Passa o tempo, irmão e cunhada vão embora da casa da mãe sem tomar o lanche da tarde. E minha vó, comentando a saída repentina: "Ué, vai ver eles vão lá no shopping comer a tal mega-coisa!" Hahahahaha, adorei "mega-coisa". Tõ usando pra tudo, inclusive para designar o tal sanduíche...

postado por: Carol 8:43 AM



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Sábado, Agosto 19, 2006

E a ::Fer:: resumiu tudo, nos comentários: a Supernanny com certeza é a versão moderna do homem do saco, hahahahaha!

postado por: Carol 11:58 PM



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E parece que não vai mais ter o tal Curitiba Rock Festival (que agora se chamaria Sonora). Pena para quem ia, mas bom para mim, que agora posso voltar à vidinha de sempre...

postado por: Carol 11:55 PM



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Quarta-feira, Agosto 16, 2006

Não quero parecer uma pessoa fútil, sabem? Nem frívola. Nem outros tantos adjetivos que designam gente egoísta, descomprometida e superficial. Mas é que eu queria muuito ver o show do Violent Femmes no Curitiba Rock Festival (que agora chama outro nome, não lembro) mês que vem. Não é um show qualquer. É uma banda que ainda ouço toda semana, mesmo que seja na hora de faxinar a casa. E minha última sensação de ver algo tão significante para minha vida, em termos de rock'n'roll, foi quando o Buzzcocks tocou em Londrina (quer dizer, teve também o Júpiter Maçã e o Replicantes, mas nessas ocasiões eu não estava tão suscetível a empolgações do tipo). O caso é que, no início de agosto, meus planos começaram a ruir. Apavorada com os surtos de doenças perigosas em crianças aqui pelo Norte do Paraná, sucumbi às vacinas fora da listinha do posto de saúde e deixei três cheques de três dígitos na clínica particular. Só para não ter que lidar com a maldita culpa. Dias passando, calculadora mental funcionando, otimismo em alta, comecei a achar que ia dar. Aí, ontem, chega a cobrança do licenciamento do carro acrescido de uma multa nada barata. E minha declaração de IR "continua no banco de dados da Receita Federal", ou seja, nada de devolução do imposto para salvar a lavoura. Desisti de vez da viagem e vim aqui, me consolar com um post (espero que alguém sinta pena de mim, hoho). Eu quase não ligo para essas coisas, mas, de vez em quando, as pequenas responsabilidades pesam tanto, né?

postado por: Carol 11:10 PM



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Segunda-feira, Agosto 14, 2006

Da Cláuida, nos comentários:

Carol,
A Sofia tb fica muito impressionada quando assiste a Supernanny. Nem assisto mais pq realmente, a não ser uma dica ou outra, aquilo não pode servir pra crianças normais, né?
O engraçado foi a última vez que estive com a Sofia no Zoológico a mãe ameaçou os filhos bagunceiros "Parem de correr ou eu vou chamar a SuperNanny pra vcs!!!"...
Bjs

Hahahahaha! Essa eu nunca tinha ouvido. E se eu fosse os filhos da mulher, com certeza iria morrer de medo!

postado por: Carol 9:08 PM



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Segunda-feira, Agosto 07, 2006

Aproveitando o gancho da matéria sobre as super mammies publicada na Ilustrada da Folha de SP, tenho que dizer o óbvio: Supernanny deseduca crianças minimamente civilizadas. Eu nunca tinha assistido a versão do SBT. Dia desses, zapeando, caí no programa e resolvi ver qual era. Ceci estava comigo e prestou muita atenção. Quando a saga da super babá terminou, desligamos a TV e fomos fazer outras coisas. Algumas horas depois, quando eu já tinha deletado os ensinamentos da tal nanny da cabeça, minha civilizada filha me dá um chute tal e qual o gurizinho do programa. Fiquei perplexa e perguntei por que ela tinha feito aquilo. E a menina sem titubear respondeu: "oras, mãe, é para você por regras com desenho na nossa parede, igual às da Supernanny. Não ia ficar lindo?". Ou seja, o que era para ser punição por mau comportamento foi interpretado por premiação (explicando grosseiramente o caso). Um perigo, né não? Melhor continuar fazendo as coisas do meu jeito, mesmo...

postado por: Carol 12:03 AM



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Quarta-feira, Agosto 02, 2006

Entrando na roda, já que o dia passou, mas a semana não acabou:
Amamentar para mim foi super natural. Tirando os primeiros dias, quando o leite desce e os peitos empedram, o resto foi tranqüilo. Ceci aprendeu a mamar rapidinho e continuou no peito até mais de um ano. Nem mesmo o retorno ao trabalho e o complemento com mamadeira nos períodos em que estava com a babá a fizeram se desinteressar pelos peitos da mãe. Foi tudo muuuuito fácil. Inclusive o desmame, natural e sem traumas para ambas as partes. Essa experiência foi tão enriquecedora que despertou uma mágoa. Em mim, que não fui amamentada. Nos primeiros meses, não conseguia entender. "É tão fácil e minha mãe nem tentou". Foi uma sensação de rejeição estimulada pelos hormônios em polvorosa e a experiência bem sucedida de amamentar minha filha. Depois, com os sentimentos no lugar, caiu a ficha. Afinal, o que é fácil e prazeiroso para algumas pode ser suplício para outras. Fora o fato de que, nos anos 70, amamentar não era nada "cool". Mães modernas e bem resolvidas, naquela época, já saiam com a lata de leite da maternidade (segundo contou minha própria mãe, orientada pelo pediatra a dar mamadeira depois de dar o peito). Hoje, o assunto está bem resolvido. Minha mãe, que não conseguiu amamentar os filhos, foi a grande incentivadora do aleitamento natural da minha filha. Quando Ceci tinha dois meses, ela veio de Prudente só para dormir com a neta num dia em que eu queria muito ver um show. E, coitada, acostumada com mamadeiras, se dispôs a dar o leite materno - armazenado num vidrinho - usando uma colherinha, só para não atrapalhar a amamentação. Quem mais recebeu leite foi o lençol da cama, mas ela não desistiu. Porque a maternidade, mesmo quando antiga, é assim mesmo. Nos obriga constantemente a rever paradigmas e conceitos. Mais relatos sobre amamentação aqui.

postado por: Carol 10:23 AM



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