I have nothing to do. I have nothing to say (J. Thunders/Born to lose)
Domingo, Janeiro 14, 2007
As impressões da Ceci sobre o bebê
estão aqui. E um blog muito legal, feito por competentíssimas coleguinhas, sobre moda e lifestyle
aqui (leiam E COMENTEM, que as meninas gostam).
postado por: Carol 6:13 PM
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Eu tô postando um monte de coisas de uma vez só, então, para entender a história, tem que começar a ler de baixo para cima. Ou seja, comece pelo post abaixo. Enfim. Eu tinha que contar também sobre minha vida suburbana. Sobre fazer coisas do tipo chamar "o homem" que roça grama ou ficar olhando o movimento da rua pela janela da cozinha enquanto lavo louça. A rua, bem na frente de casa, é TÃO interessante. Sério. Bem mais legal que janela de apartamento. De férias, fico um tempão observando o movimento rotineiro. Atualmente, o que mais me interessa é o "não romance" da filha da vizinha, que vive recebendo um admirador no portão mas ainda não deu mole para o cara. Não é que eu fique bisbilhotando, mas é que aqui no bairro esses assuntos literalmente passam pela janela. Tem também uma menininha de um ano que, todo dia, às 18 horas, espera o pai na esquina para andar meio quarteirão de carro. Acho tão fofo... Sobre minha adaptação à nova vida, só posso dizer que, passado o surto inicial de "coisas legais a fazer porque agora moro em casa", recolho um saldo de uma bromélia quase morta no jardim (eu achei que seria capaz de transplantar do vaso, hahaha), vários pacotes de sementinhas de ervas (para tempero, que fique bem claro) encostados no armário (porque eu surtei que seria capaz de fazer uma horta) e uma piscina inflável totalmente trambolha (presente da minha mãe para Ceci, óbvio) no quintal. Eu e Cibié, sem carro, tivemos que levar "a coisa" para encher na borracharia e voltamos à pé. Agora imaginem euzinha carregando pela rua um casal enorme de cavalos marinhos... Outra coisa é que estou refém do amor às plantas alheio. Dona Maria, que comprou nosso apartamento, me deu duas plantas de vaso e uma orquídea imensa para "enxertar na minha árvore". E eu, que me senti um pouco responsável pela mudança dela da casa onde morou 35 anos (afinal, meu ex-apartamento era per-fei-to para a senhora, segundo os filhos), me senti também na obrigação de pegar as plantinhas e cuidar delas, apesar da minha falta de talento. É um tal de por água, pôr no sol e etc que não acaba mais. Mas elas estão sobrevivendo... E tem também meu problema com os pedintes, que de certa forma me obrigam a doar coisas. O primeiro pedinte que apareceu no portão, logo que nos mudamos, foi uma índia káingang. Ela pediu café e eu levei uma xícara. Ela disse que era pouco, que precisava de uma garrafa para levar aos companheiros que cortavam taquara no fundo de vale próximo e eu dei a garrafa inteira. Aí ela disse que eles precisavam também de comer, e eu, claro, dei meu pacote de pão de forma. E teria continuando dando coisas se minha amiga Ana não tivesse me impedido. Enfim, estou aprendendo que preciso domar essa minha consciência antropológica que, de certa forma, me transforma numa pessoa absolutamente cristã...
postado por: Carol 6:09 PM
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Pois é. Passada uma primavera, resolvi tomar vergonha e atualizar esse blog. Um pouco por não ter nada melhor para fazer, já que estou em férias, em casa e sem carro (pasmem, meu carro foi roubado pela segunda vez em menos de dois anos. Só que dessa vez a polícia não encontrou. Mas tem seguro, e tal, então não precisam ficar preocupados). E também porque, assimiladas todas as mudanças recentes na minha vida, retomei a rotina de perder tempo em frente ao computador. As mudanças? Uma casa nova (casa mesmo, não é apartamento, não!) e um filho novo na barriga. É isso. Agora levo uma vida suburbana num bairro tranquilo de Londrina e estou grávida. Cheeeeeia de hormônios que me deixam emotiva, irritada, chorona e super valorizando coisinhas corriqueiras. E pagando micos do tipo chorar copiosamente no cinema enquanto assistia com Ceci "A menina e o porquinho" (mas, vem cá, alguém lembra do desenho que passava na Sessão da Tarde, a Charlote morrendo depois de pôr os ovos das 514 aranhinhas? Eu tô grávida, pô!). Então, se por uma acaso eu soar melodramática e exagerada, lembrem-se que não sou eu. É o meu "eu grávida" que, tal como o meu "eu bêbada", faz coisas fora do meu controle. Relevem, relevem... Sobre a gravidez, posso dizer ainda que sim, foi planejada, mas não para tão depressa (a Ana, minha amiga que lê esse blog sempre e nuuuunca comenta, mesmo agora que tem banda larga em casa, disse que meu inconsciente é perigosíssimo. Concordo plenamente. Ceci também apareceu quando eu comecei a pensar em engravidar). E não, não sabemos ainda o sexo (e nem estou com pressa de saber, pois tal informação implica em sair por aí comprando coisas, o que ainda está meio fora dos meus planos). Fora isso, espero ansiosamente que minha barriga de grávida cresça logo para disfarçar minha barriga de não grávida. E dessa forma parar de ouvir que "nossa, sua barriga já está aparecendo" quando o que aparece não é bem o que as pessoas pensam, mas o que ainda restou da gravidez da Ceci (tá, eu sei que não estou obesa nem nada disso, mas me deixem exagerar, tá?).
postado por: Carol 5:40 PM
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